Uma das primeiras coisas que chamou nossa atenção quando nos mudamos pra cá foi ver que em vez de pichações, algumas paredes da cidade tinham poemas. Shakespeare tem a companhia de cummings, de Rilke, de Camões, de gente de peso e gente que eu não conhecia.
Achei isso lindo... poético... rsrsr...
Em Leiden, tem 101 poemas espalhados pelas paredes, e se chamam Muurgedichten (Wall Poetry - Poemas de Muro).
Esta é uma amostra de lugares que fotografei nas nossas andanças:
Este poema, "Le Bonheur de ce Monde", de Christophle Plantin, estava nessa parede e também num dos muros do quintal do Geert, um professor-colega do Paulo que nos recebeu na casa dele em Heiloo, norte da Holanda.
Ele disse que gosta muito dele porque fala das coisas boas da vida (prum homem).
Leiam e deem sua opinião.
Este aí, um lindo poema de olhar, mas nem me dei ao trabalho de tentar entender... japonês é bem complicado.
Tirei esta foto quando fomos pegar um remédio numa apotheek.
Dá pra ver que ele pega a lateral toda de um prédio.
Em compensação, este pequeno e fofo é de Piter Jelles Troelstra, holandês, socialista dos anos 30.
(Foto: Fê)
Este é de Hans Lodeizen.
Mas mais original que o poema é o poste de luz com as bicicletas penduradas!?!
(Foto: Fê)
Na Niewe Rijn 23
Nome complicado esse, e a língua, não descobri. Mas é o pseudônimo de um americano, Louis Oliver (Who? beats me!) e achei ao menos a tradução pro holandês (agora facilitei!):
Het kleine volk zei:"Tornado's
worden veroorzaakt door slechte geesten
die de staart afrukken van
de waterschildpad
en die slingert
naar beneden en
in het rond en
in het rond
snel
naar de
aar-
de.
d
o
o
d
s
b
a
n
g."
Esse chamado "Misterio" , é do peruano Jorge Eduardo Eielson.
Lindo, e nem precisa de tradução.
Esse "Coffee" é superbem-humorado...
Este acima é o poema polonês que tem bem pertinho daqui. É dele que vou sentir mais falta, porque não tem como não vê-lo na volta pra casa...
Bem que São Paulo podia ser (um pouco) assim: mais poética, mais divertida, mais limpa, mais verde. Tô querendo demais?!?
Que tal um movimento "Poema, sim, pichação, não!" ?
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